Confinar para salvar a vida dos portugueses – sim ou não. As opiniões divergem. Os portugueses estão divididos. Uns defendem que o confinamento deveria ser “mais musculado”. Outros são contra o confinamento. De um lado os que defendem a saúde pública. Do outro os que temem o colapso económico e social do país. Como resultado, encontramo-nos numa encruzilhada com contornos dramáticos.

Quando julgávamos que graças à vacina a pandemia nos daria tréguas, eis que nos encontramos perante uma “catástrofe sanitária”. Hoje Portugal contabiliza 9246 mortos às mãos deste “inimigo sem rosto”.

Os hospitais estão no seu limite, apesar de continuarem a abrir mais recursos para dar resposta às solicitações. Infelizmente, os profissionais de saúde “não são elásticos”. Estão a dar tudo por tudo, mas encontram-se esgotados. Porquanto, a pressão sobre o Sistema Nacional de Saúde (SNS) é enorme. Em qualquer país do mundo os recursos têm um limite, e a Sra. Ministra da Saúde confirma que “estamos quase a chegar a esse limite”.

O número de casos aumentou exponencialmente. Entretanto, os especialistas confirmam que irão aumentar ainda mais nas próximas semanas. Bem como o número de mortos. Os médicos lançam um sentido apelo e avisam que já não conseguem salvar todas as vidas. Inegavelmente, a situação pandémica neste momento é muito mais grave do que a que vivemos na 1.ª vaga em Março.

Todos Nós apresentamos sinais de grande fadiga relativamente a esta pandemia. Por causa de meses de restrições e isolamento social. É normal este cansaço, mas não valida comportamentos irresponsáveis. Por conseguinte, haja bom senso.

Inegavelmente, todos Nós sabemos um pouco mais do que em Março quando fomos confrontados com o vírus. Assim sendo, sabemos como nos proteger, como evitar comportamentos de risco.

No momento em que muitos portugueses lutam desesperadamente pelas suas vidas, não importa saber quem tem razão. Importa salientar que não existe economia sem saúde. Acima de tudo, é fundamental cumprirmos a nossa parte e respeitarmos as medidas impostas.

Têm sido dias de grande tristeza para todos os portugueses. Por esse Portugal fora alguém chora a morte de um pai, uma mãe, um avô, uma avó, um irmão, uma irmã, um tio, uma tia, um sobrinho, uma sobrinha, um primo, uma prima… um amigo, uma amiga.

Deixamos uma palavra de grande pesar às famílias enlutadas. Não existem palavras para traduzir a dor sentida por Vós.

Confinar para salvar a vida dos portugueses – sim ou não. Cabe a cada um de Nós ajudar a aliviar a pressão nos hospitais. É nosso dever cumprir as medidas estabelecidas. É nossa responsabilidade ajudar a travar esta pandemia.

CORAGEM, PORTUGUESES!!! O nosso esforço colectivo será recompensado com o travar a fundo da pandemia. Seremos capazes de ultrapassar esta crise com esperança e resiliência. Somos portugueses. Somos Portugal.

Com toda a certeza a BCoTechao seu lado no presente e no futuro. Juntos somos mais fortes.

Nota: este texto não foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico

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