Os lares de idosos serão uma necessidade? Uma inevitabilidade? Uma consequência da vida moderna? Afinal o que mudou na nossa sociedade para neste momento existirem filas de espera para entrar num lar de idosos?
Um Lar de Idosos ou Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) é um “estabelecimento para alojamento colectivo, de utilização temporária ou permanente, em que sejam desenvolvidas actividades de apoio social e prestados cuidados de enfermagem” (Portaria n.º 67/2012 de 21 de Março). Hoje o mercado oferece-nos várias opções direccionadas para os diferentes segmentos da nossa sociedade. Uma Residência Sénior é um lar mas com características que muito se assemelham a uma residência particular. Normalmente, de pequena dimensão, possuindo um n.º reduzido de camas. Oferece um atendimento mais personalizado e familiar aos seus utentes. O Hotel Sénior é, igualmente, um lar que se encontra inserido num ambiente turístico. Este tipo de equipamento destina-se a um segmento alto da sociedade. As Residências Assistidas são apartamentos associados a um lar de idosos. Providenciam todos os cuidados necessários aos utentes, contudo estes mantêm a sua independência e autonomia. Tal como o Hotel Sénior, esta opção apresenta-se para um segmento alto.
Este tipo de resposta social está regulamentado, e tem especificidades previstas na lei que têm de ser criteriosamente cumpridas. Entre os vários objectivos impostos por lei o “proporcionar serviços humanizados, permanentes e adequados à problemática biopsicossocial das pessoas idosas” é talvez dos mais importantes. É fundamental para cumprir com as componentes essenciais ao bem-estar dos idosos como a manutenção da autonomia, independência, liberdade, identidade, integridade, respeito, privacidade e conforto dos utentes. Num recente relatório apresentado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), numa lista de 50 países europeus, Portugal encontrava-se no grupo dos 5 que pior trata os idosos. Esta violência perpetrada contra os idosos é uma realidade cada vez mais alarmante no nosso país. São reportados casos de idosos violentados física e psicologicamente nos seus ambientes familiares, como também nas instituições onde se encontram. Segundo o investigador Mauro Paulino “os maus tratos em contexto institucional é um tema mais recente, porque na consciência social, se colocamos um idoso numa instituição, a ideia é que lá ele seja bem cuidado e bem tratado.” Temos assistido a várias denúncias na comunicação social de instituições, algumas delas em situação ilegal, que maltratam os seus utentes. Alguns testemunhos causam uma angústia enorme, ao vermos a forma cruel e selvática como os idosos são tratados. Ora, é premente que as ERPI invistam na formação e qualificação dos seus recursos recursos humanos, de modo a evitar situações de abuso. É, igualmente, premente que exista mais e melhor fiscalização por parte do Estado às instituições.
Os idosos institucionalizados não podem ser tratados de forma indigna que violem os seus direitos fundamentais. As ameaças à sua dignidade, as atitudes ofensivas levam à perda de auto-estima, de auto-respeito e sentimento de valor nos idosos.
Os cuidados prestados numa ERPI devem respeitar sempre a condição dos idosos, mesmo que estes se encontrem numa situação de debilidade, consequência de uma doença. Existem valores e crenças que deverão sempre ser tidos em consideração devido à dignidade implícita à sua condição humana. É uma realidade, também, que existe muito trabalho “invisível” nas ERPI, o chamado “trabalho emocional”, levado a cabo pela equipa de prestadores de cuidados. Constroem pontes, edificam relações, fomentam amizades, criam um ambiente que em tudo se possa assemelhar a algo familiar.
Actualmente, o negócio dos lares para idosos já vale mais de 300 milhões de euros em Portugal. E porquê? O envelhecimento da população é um factor determinante. Vivemos num “país de velhos”, com uma das taxas de natalidades mais baixas da Europa. Somando a este factor, temos uma alteração fundamental no paradigma da nossa sociedade: a entrada da mulher no mercado de trabalho. A mulher já não está em casa para cuidar dos filhos, dos pais e dos sogros. A mulher deixou de ser a “cuidadora” principal, deixou de estar em casa. Este factor contribuiu, também para o aumento da procura de serviços de assistência à terceira idade. Os filhos já não têm disponibilidade para cuidarem dos seus pais. A vida moderna deixa-nos pouco tempo para cuidarmos dos nossos descendentes e ascendentes. O recurso a terceiros para lhes prestarem os cuidados é algo cada vez mais comum na nossa sociedade. É a pressa dos dias, é tempo que corra mais rápido do que seria expectável. Apesar da situação ideal ser manter os idosos nas suas casas, isso nem sempre é possível. É necessário garantir as condições de saúde e de segurança dos mesmos. Umas vezes a opção de ingressar numa ERPI é dos filhos, mas há quem opte por ir por iniciativa própria.
Os especialistas consideram que para os idosos deixarem a sua casa é algo profundamente doloroso. A casa é mais do que paredes, é o lar. É uma vida cheia de recordações, são as memórias de família. Daí ser essencial a personalização do quarto na ERPI. Não é aconselhável o corte radical com o passado. Equilibrar o que se deixa para trás com a nova realidade é difícil nos primeiros tempos. A adaptabilidade é um processo que poderá ser aligeirado com a presença de objectos que os acompanharam uma vida inteira. Sejam fotografias, móveis, livros, algo que os faça regressar a “casa” e os faça sentir em “casa”.
A forma como os idosos são recebidos, o clima relacional em que são envolvidos, os espaços e as actividades que lhes proporcionam podem contribuir para uma adaptação mais tranquila.
Mas fundamental é a preservação dos laços familiares. Muitos idosos afirmam que depois de estarem num lar, os familiares afastam-se, deixam de os visitar, perdem o contacto. Talvez seja esse afastamento que mais receiam os nossos idosos. O corte com as relações familiares. O medo do abandono. Daí ser necessário que os profissionais criem condições que permitam preservar e incentivar a relação familiar dos seus utentes.
Ingressar num lar é o que desejamos para o “inverno” das nossas vidas? Consideramos que seremos um fardo para os nossos filhos? Conseguiremos ser felizes num sítio que não é a nossa casa? É uma necessidade? É uma inevitabilidade? Aprenderei a viver esta nova etapa? Serão estas e outras questões pertinentes que são colocadas todos os dias pelos nossos idosos. Serão estas e outras questões pertinentes que colocaremos daqui a algum tempo… e talvez já não falte tanto tempo assim.
Nota: este texto não foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico

Tenho 64 anos, tenho comigo a minha mãe de 87, está mais ou menos bem, estabilizada, embora com demência. Cuidada e tratada por nós, eu o meu marido e o meu filho mais novo,vwue ainda vive connosco e que ajuda quando necessário, para podermos sair, quando é possível!
Não consigo decidir a colocar a minha mãe num lar por tudo o que vou sabendo e pelo amor que tenho por ela, mas é uma prisão para nós!
A dependência é maior a cada dia, não a posso deixar só e assim eu e o meu marido muito raramente saímos juntos seja onde for!
A falha maior em todos os sitios que referem é a parte humana! As pessoas são ruins e com falta de formação. Fazem este trabalho porque precisam de ganhar mas não têm qualquer tipo de empatia com as pessoas de que cuidam.
Como eu costumo dizer é muito mais fácil cuidar de crianças!
Mas a caminho da velhice tenho medo do futuro e tento não pensar nisso. Há sempre a possibilidade de morrer antes!!
Conceição Santos, existem instituições que respeitam as normas impostas por lei e tratam os utentes com o respeito que lhes é devido.
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